uns dos benefícios que o espiritismo vem trazendo a humanidade, é ensina-la a saber morrer. ( Argemiro Acayaba de Toledo).
Afinal o que é a morte? o que pensamos quando dizemos destinos, acaso, azar? parece que uma serie de eventos inexplicáveis se abate entre nós, algo que não conseguimos compreender, tudo parece muito não ter lógica aquela lógica que nos guia em nossas ações cotidianas experimentamos uma sensação de desconforto de dor diante de acontecimento que não nos parece naturais, no entanto o que pode haver demais "natural" do que a morte de uma pessoa querida? por que não conseguimos "aprender" de uma vez por todas que o corpos e as coisas do mundo são perecíveis e transitórias? por uma razão muito simples: porque em nosso intimo acreditamos que as coisas permanecem é assim que agimos em nossa vida diária, dizemos para nós mesmo que por trás das aparentes alterações há algo que não muda, há algo permanente. É por isso que podemos dizer que somos a "mesma" pessoa o mesmo "eu" de a dez anos atrás embora tenhamos envelhecido, sofrido aprendido coisas novas, não há razão para pensarmos que os eventos de nossas vida não podem ser explicado racionalmente ao final de contas não deve ser obra do simples acaso, que seja essa maneira como pensamos, reconhecemos no entanto que o ser humano convive com essa contradição dilacerante no seu inconsciente não conhece o evento morte, intuitivamente sabe que as coisas permanece, pesar da continua mudança no entanto teme ou "outro lado" a continuidade, fecha-se a outra face da mudança por falta de maturidade espiritual, perturba-se acreditando que somente a existência física é permanente quando na verdade a vida no além é a única eterna, primitiva, preexistente.E mesmo os religiosos agem em sua grande maioria como se morte lhe abrissem abismo de sono e distanciamento dos entes queridos sem nenhuma perspectiva alentadora. Se os seres humanos discutissem os assuntos da vida e da morte, procurando facear com naturalidade as questões da sobrevivência diminuiriam em muito os caminhos da violência nas trilhas do mundo, nesse caso estariam muito mais vinculados ao clima de paz fraternidade dada perspectiva de relatividade e transitoriedade na qual todos se reconheceriam envolvidos, é de se ressaltar que aqui na terra viemos em clima de grande heterogeneidade espíritos de grau evolutivo diferentes mesclam-se na vida cotidiana, no entanto no além estaremos circunscritos ao grupos de afinidades e veremos nas comunidades de nossa eleição afetiva.
LIVRO: NOSSA VIDA NO ALÉM
AUTORA: MARLENE NOBRE.
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